quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ontem me perdi nos meus sonhos, me via em meio a uma floresta, procurava encontrar algo, não sabia  onde você estava. ao mesmo tempo que procurava, sentia uma força me perseguindo, ao mesmo tempo que ia de encontro a você corria dos meus medos, meus anseios e dos meus sonhos. todos procuravam me cercar mas não sabia pra onde fugir, só queria saber onde você estava para amenizar esse aperto no meu peito. me vi entre a floresta úmica, em meio a animais perigosos, que davam botes quando eu passava em meio a eles, sentia minha perna tremer, sentia que corria sério apuro. em um momento me vi adentrando mais nessas profundezas daquela escuridão, me sentia desolado e desorientado, quando me deparei com um precipício, por um momento pensei em voltar, em recuar, mas tinha medo de enfrentar o caminho de volta e sabia que aquilo do qual eu corria estava chegando perto de mim, então me joguei, pensei que você estaria lá embaixo pra me salvar, durante a queda tentei lembrar o seu rosto, mas nada veio, tentei lembrar o seu toque mas nada senti em minha pele, apenas aquele vento cortando minhas entranhas. parecia que esse precipício não tinha fim, nunca conseguia ver algum sinal de você para que me lembrasse das sensações boas de estar ao seu lado, de sentir o seu corpo, sua pele, suas mãos passando por minha boca, por um breve momento tive a sensação de que tinha te encontrado, senti algo adentrando meu corpo, fechei os olhos, senti o suave sopro de sua voz me dizendo venha, seu toque estava presente em minha pele, você me tomava por inteiro envolvia meu corpo por completo, sentia seu acariciar sobre meu peito, resolvi abrir os olhos, de início não entendi, me via sangrando, fechei os olhos e procurei ver seu rosto. Não havia um rosto, não havia uma forma, havia solidão, havia dor, sentia que você tinha me abandonado, mesmo não sabendo quem era me sentia pleno em sua presença, me sentia inteiro, e então suspirei e me envolvi em meio aquilo que naquele momento sentia dentro de mim, a abraçei e esperei que a dor passasse, que a dor sumisse, que nada mais incomodasse, em uma retomada rápida de fôlego vi meu corpo, sai deste espaço que agora era invadido por pedras pontudas para continuar a procurar, porém não sabia ao certo porque estava correndo, só sabia que aquela dor não existia e me senti bem, e continuei andando pra algum lugar, indo... apenas....

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